Setembro Amarelo: o papel transformador do psicólogo e a RISC da Vetor Editora
Introdução
Setembro Amarelo marca uma das campanhas mais impactantes no campo da saúde mental: a prevenção do suicídio. É quando psicólogos, psicólogas e toda a sociedade se engajam em elevar a conscientização e fortalecer ações que salvam vidas, com empatia, reflexão estratégica e coragem.
1. O lugar essencial do psicólogo nessa luta
Vigilância sensível e escuta ativa
Trazer à tona o tabu do suicídio exige presença emocional e escuta genuína. Quando o profissional questiona “Você pensa em dar um fim em tudo isso?” ele não incita a ação, ele abre uma janela para o diálogo que pode salvar vidas, porém isso deve ser realizado em ambiente seguro, profissional, com planejamento estratégico clínico e com rede apoio.
Avaliação calibrada de risco
O psicólogo opera com critérios robustos, considerando fatores como desesperança, isolamento, impulsividade, e outros elementos cruciais. Isso traz objetividade à subjetividade do sofrimento — e é um pilar para criar planos de intervenção seguros e personalizados.
Intervenção estruturada e continuidade do cuidado
Avaliar o risco é só o começo. É fundamental articular um plano de acompanhamento que inclua redes de apoio, redução de meios letais e monitoramento pós-crise, com revisões periódicas — especialmente nas primeiras 72 horas e nas semanas seguintes.
2. A força da RISC — Escala de Riscos para o Suicídio (Vetor Editora)
A Vetor Editora lançou a RISC, uma ferramenta com origem em teorias contemporâneas de suicídio, que avalia cinco dimensões essenciais: desesperança, falta de conexão, impulsividade, autolesão e capacidade adquirida.
Por que a RISC é uma virada de jogo?
- Estrutura multidimensional: Não foca apenas num aspecto isolado, mas incorpora o quadro integral do risco autodestrutivo.
- Base teórica sólida + aplicabilidade clínica: Combina rigor científico e sensibilidade prática — entregando uma abordagem alinhada com a realidade do consultório.
Uso em campo:
- Serve como instrumento de screening e avaliação especializada, apoiando o clínico a mapear riscos e conduzir decisões alinhadas ao contexto individual de cada paciente.
- Em termos corporativos: é uma solução estratégica que potencializa ações dos psicólogos em instituições, clínicas, planos e centros de prevenção — transformando incertezas em diagnósticos claros.
3. Cenário prático: como essa união se manifesta
Um psicólogo atende um jovem com queixas vagas: “não aguento mais”, sentimento de inutilidade. Após perguntas acolhedoras (boas práticas de entrevista), insere a escala RISC no atendimento. Com a aplicação, reconhece alto nível de desesperança e impulsividade.
E agora?
- Monta um plano de ação com atenção intensiva — consultas semanais, rede de apoio, protocolos de emergência.
- Dá continuidade ao monitoramento das 72 h críticas, revisando risco e engajando família e colaboradores.
- Usa dados clínicos e da RISC para estruturar intervenções coerentes, oferecendo clareza ao paciente e segurança ao tratamento.
Essa é a sinergia precisa: empatia + ferramenta confiável + intervenção estratégica.
4. Chamado à Ação — Um convite visionário
- Psicólogos, encarem a RISC como sua aliada: uma bússola estruturada no processo do sofrimento. Implementem em atendimentos individuais e contextos organizacionais.
- Posicionem-se de forma estratégica: ofereçam treinamentos corporativos, supervisões e difusão dessa ferramenta entre colegas.
- No mês de setembro, realizem campanhas internas, rodas de conversa, lives ou artigos como parte da abordagem de ponta na prevenção ao suicídio.
5. Conclusão
No Setembro Amarelo, somos convocados a avançar com atitude proativa. O psicólogo, com sua escuta sensível e práticas de intervenção robustas, e a RISC, como ferramenta estratégica e multidimensional, representam a convergência perfeita entre ciência aplicada e cuidado humano.
Vamos elevar o debate, trazer estrutura para o emocional, quebrar o silêncio com precisão clínica — e, mais importante: salvar vidas com propósito.

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